Isaias - Juizo e Salvação - Profetas Maiores

Esboço

I - Profecias de Juízo e Repreensão (1.1—35.10)

A} - O Contexto da Profecia de Isaías(1.1-31)
B} - As Primeiras Profecias de Isaías (2.1—5.30)
1. O Dia do SENHOR (2.1-22)
2. O Juízo de Judá e de Jerusalém (3.1— 4.1)
3. Predições de Juízo e Glória (4.2-6)
4. Parábola do Castigo e Exílio de Judá (5.1-30)
C} - A Chamada e Purificação de Isaías por Deus (6.1-13)
D} - Primeiras Profecias Messiânicas de Isaías (7.1—12.6)
1. O Sinal do Emanuel (7.1-25)
2. Prenúncios da Libertação Messiânica (8.1—9.7)
3. Profecias de Juízo contra Israel (Reino do Norte) e Assíria (9.8—10.34)
4. O Messias Davídico e Seu Reino (11.1—12.6)
E} - Isaías Profetiza Juízo contra as Nações (13.1—23.18)
1. Contra Babilônia (13.1—14.23)
2. Contra a Assíria (14.24-27)
3. Contra a Filístia (14.28-32)
4. Contra Moabe (15.1—16.14)
5. Contra Damasco e Samaria (17.1-14)
6. Contra a Etiópia (18.1-7)
7. Contra o Egito (19.1—20.6)
8. Contra Babilônia (21.1-10)
9. Contra Edom (21.11,12)
10. Contra a Arábia (21.13-17)
11. Contra Jerusalém (22.1- 25)
12. Contra Tiro (23.1-18)
F} - Profecias da Consumação da História (24.1—27.13)
G} - Profecias de Ais Juntamente com a Esperança Messiânica da Salvação (28.1—35.10)

II - Interlúdio Histórico Acerca de Ezequias (36.1—39.8)

A} - O Livramento de Ezequias ante a Assíria (36.1—37.38)
B} - A Enfermidade e a Cura de Ezequias (38.1-22)
C} - O Orgulho de Ezequias (39.1-8)

III - Profecias de Salvação e Esperança (40.1— 66.24)

A} - Promessas Proféticas de Restauração para o Povo de Deus (40.1—48.22)
1. A Glória do Senhor e Seu Servo Serão Revelados (40.1— 42.25)
2. A Restauração de um Remanescente Redimido (43.1— 45.25)
3. Lições de Fé para Judá com o Julgamento Divino de Babilônia (46.1— 48.22)
B} - Promessas a Respeito do Messias como Servo Sofredor (49.1—53.12)
1. Sua Missão e Obediência (49.1—50.11)
2. Seu Encorajamento e Exortação para o Remanescente (51.1—52.12)
3. Seu Sofrimento e Morte Expiatória (52.13—53.12)
C} - Mais Revelações Proféticas Acerca da Restauração e da Redenção (54.1—59.21)
D} - Visões Proféticas de um Futuro Glorioso para Sião (60.1— 66.24)
1. A Prosperidade e Paz de Sião (60.1-22)
2. A Unção e Missão do Messias (61.1-11)
3. Intercessão Profética pela Restauração e Glória de Sião (62.1— 64.12)
4. Deus Responde com Misericórdia e Consumação Gloriosa (65.1— 66.24)

Autor: Isaías
Tema: Juízo e Salvação
Data: Cerca de 700–680 a.C.

Considerações Preliminares


O contexto histórico do ministério de Isaías, filho de Amós, foi centrado em Jerusalém durante os reinados de quatro reis de Judá: Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias (1.1). Considerando que o rei Uzias tenha morrido em 740 a.C. (cf. 6.1), e Ezequias, em 687 a.C., o ministério de Isaías abrangeu mais de meio século. Segundo a tradição, Isaías foi serrado ao meio (cf. Hb 11.37) pelo filho de Ezequias, o ímpio rei Manassés (c. 680 a.C.).
Segundo parece, Isaías provinha de uma família influente de Jerusalém. Era um homem cultíssimo, e tinha o dom da poesia. Ele era familiarizado com a realeza, e aconselhava os reis no tocante à política externa de Judá. É considerado o mais literário e influente dos profetas. Era casado com uma profetisa, e tinha dois filhos, cujos nomes representavam mensagens simbólicas à nação. Isaías era contemporâneo de Oséias e Miquéias. Profetizou durante a expansão ameaçadora do império assírio, o colapso de Israel (o Reino do Norte), e o declínio espiritual e moral de Judá (o Reino do Sul). Isaías advertiu o rei Acaz, de Judá, a não buscar ajuda dos assírios contra Israel e a Síria. Advertiu o rei Ezequias, depois da queda de Israel em 722 a.C., a não fazer alianças com nações estrangeiras contra a Assíria. Exortou-os, enfim, a confiarem somente no Senhor (7.3-7; 30.1-17). Isaías desfrutou de sua maior influência durante o reinado de Ezequias.
Alguns estudiosos questionam a autoria de Isaías quanto à totalidade do livro que lhe leva o nome. Eles lhe atribuem somente os caps. 1—39. Os caps. 40—66 são atribuidos a outro autor, ou autores, que teriam vindo um século e meio mais tarde. Não existe, porém, nenhum fato bíblico que nos leve a rejeitar a autoria de Isaías para todo o livro. As mensagens de Isaías, nos caps. 40–66, destinados aos exilados judaicos em Babilônia, muito tempo depois de sua morte, enfatizam o poder de Deus em revelar eventos futuros específicos através dos seus profetas (e.g., 42.8,9; 44.6-8; 45.1; 47.1-11; 53.1-12). Se aceitarmos os fenômenos das visões e revelações proféticas (cf. Ap 1.1; 4.1—22.21), cai por terra o obstáculo principal à crença de que Isaías realmente escreveu o livro inteiro. As evidências que sustentam esta posição são abundantes, e podem ser classificadas em duas categorias: (1) Evidências internas, no próprio livro, que incluem o título em 1.1, e os numerosos paralelos e pensamentos marcantes entre ambas as seções do livro. Um exemplo notável é a expressão “o Santo de Israel”, que ocorre doze vezes nos capítulos 1–39, e catorze nos capítulos 40 a 66, mas somente seis vezes no restante do AT. Nada menos que vinte e cinco formas verbais hebraicas aparecem nas duas divisões de Isaías. Expressões estas não encontradas em nenhum outro lugar dos livros proféticos do AT. (2) As evidências externas incluem o testemunho do Talmude e do próprio NT, que atribui todo o livro ao profeta Isaías (e.g., cf. Mt 12.17-21 com Is 42.1-4; Mt 3.3 e Lc 3.4 com Is 40.3; Jo 12.37-41 com Is 6.9,10 e 53.1; At 8.28-33 com Is 53.7-9; Rm 9.27 e 10.16-21 com Is 10.53, e 65).

Propósito


Fica patente o tríplice propósito de Isaías. (1) Confrontar a própria nação, e outras nações contemporâneas, com a palavra do Senhor, mostrando-lhes seus pecados e o conseqüente castigo divino. (2) Profetizar esperança à geração futura de exilados judaicos, que seria restaurada do cativeiro, e à qual Deus redimiria como luz aos gentios. (3) Mostrar que Deus enviaria o Messias davídico, cuja salvação abrangeria todas as nações da terra, suscitando esperança no povo de Deus, tanto do antigo como do novo concerto.

Visão Panorâmica


Os sessenta e seis capítulos de Isaías podem ser divididos naturalmente em duas seções: 1–39 e 40–66. Em certos aspectos, Isaías é uma Bíblia em miniatura: (1) sua dupla divisão ressalta o julgamento e salvação, correspondendo aos temas principais do AT e NT; e (2) nas divisões de Isaías e da Bíblia, o fio que as ata é a obra redentora de Cristo.(1) A primeira seção de Isaías (1–39) contém quatro grandes blocos de profecias. (a) Nos caps. 1–12, Isaías adverte e denuncia Judá pela sua idolatria, imoralidade e injustiças sociais durante um período de prosperidade enganadora. Entrelaçadas com a mensagem da condenação vindoura, há importantes profecias messiânicas (e.g., 2.4; 7.14; 9.6,7; 11.1-9), e o testemunho do profeta a respeito da própria purificação e de seu encargo para o ministério profético (cap. 6). (b) Nos caps. 13–23, Isaías condena as nações contemporâneas por causa de seus pecados. (c) Os caps. 24–35 contêm um amplo leque de promessas proféticas de salvação e juízo futuros. (d) Os caps. 36–39 registram a história seletiva do rei Ezequias, que forma um paralelo com 2 Rs 18.13–20.21. (2) A segunda seção (40–66) traz algumas das profecias mais profundas da Bíblia a respeito da grandeza de Deus e da vastidão de seu plano de redenção. Estes capítulos inspiraram esperança e consolo ao povo de Deus durante os anos finais do reinado de Ezequias (38.5) e nos séculos seguintes. Estão repletos de revelações a respeito da glória e poder de Deus, e de sua promessa em restaurar um remanescente justo e frutífero em Israel e entre as nações, como plena demonstração de seu amor redentor. Tais promessas, e seu respectivo cumprimento, têm conexão especial com o sofrimento e contém os “cânticos do servo” (ver 42.1-4; 49.1-6; 50.4-9; 52.13; 53.12). Elas avançam além da experiência dos exilados, e prevêem a vinda futura de Jesus Cristo e a sua morte expiatória (cap. 53). O profeta prediz que o Messias vindouro fará com que a justiça brilhe com fulgor, e que a salvação chegue às nações como uma tocha ardente (caps. 60—66). Condena a cegueira espiritual (42.18-25) e recomenda a oração intercessória e a labuta espiritual pelo povo de Deus, para que todas as promessas sejam cumpridas (cf. 56.6-8; 62.1,2,6,7;
66.7-18).

Características Especiais


Oito aspectos básicos caracterizam o livro de Isaías. (1) Em sua maior parte, está escrito em forma poética, e é insuperável como jóia literária na beleza, poder e versatilidade. (2) É chamado “o profeta evangélico”, porque, dentre todos os livros do AT, suas profecias contêm as declarações mais plenas e claras sobre Jesus Cristo. (3) Sua visão da cruz (cap. 53) é a profecia mais específica e detalhada sobre a morte expiatória de Jesus. (4) É o mais teológico e extenso de todos os livros proféticos do AT. O período de tempo ali tratado remonta à criação dos céus e da terra (e.g., 42.5), e olha para o futuro, aos novos céus e nova terra (e.g., 65.17; 66.22). (5) Contém mais revelação a respeito da natureza, majestade e santidade de Deus do que qualquer outro livro profético do AT. O Deus de Isaías é santo e todo-poderoso, aquele que julgará o pecado e a iniqüidade dos seres humanos e nações. Sua expressão predileta para Deus é “o Santo de Israel”. (6) Isaías, cujo nome significa “o Senhor salva”, é o profeta da salvação. Ele emprega a palavra “salvação” quase três vezes mais do que todos os demais livros proféticos do AT. Isaías revela que o propósito divino da salvação será somente realizado em conexão com o Messias. (7) Isaías faz freqüentes referências aos eventos redentores da história de Israel: e.g., o Êxodo (4.5,6; 11.15; 31.5; 43.16,17), a destruição de Sodoma e Gomorra (1.9) e a vitória de Gideão contra os midianitas (9.4; 10.26; 28.21). Além disso, faz alusões ao cântico profético de Moisés em Dt 32 (1.2; 30.17; 43.11,13). (8) Isaías é, juntamente com Deuteronômio e os Salmos, um dos livros do AT mais citados e aludidos no NT.

O Livro de Isaías ante o NT


Isaías profetiza a respeito de João Batista como aquele destinado a ser o precursor do Messias (40.3-5; cf. Mt 3.1-3). Seguem-se muitas de suas profecias messiânicas sobre a vida e ministério de Jesus Cristo: sua encarnação e divindade (7.14; ver Mt 1.22,23 e Lc 1.34,35; Is 9.6,7; ver Lc 1.32,33; 2.11); sua juventude (7.15,16 e 11.1; ver Lc 3.23,32 e At 13.22,23); sua missão (11.2-5; 42.1-4; 60.1-3 e 61.1; ver Lc 4.17-19,21); sua obediência (50.5; ver Hb 5.8); sua mensagem e unção pelo Espírito (11.2; 42.1; e 61.1; ver Mt 12.15-21); seus milagres (35.5,6; ver Mt 11.2-5); seus sofrimentos (50.6; ver Mt 26.67 e 27.26,30; Is 53.4,5,11; ver At 8.28-33); sua rejeição (53.1-3; ver Lc 23.18; Jo 1.11 e 7.5); sua humilhação (52.14; ver Fp 2.7,8); sua morte expiatória (53.4-12; ver Rm 5.6); sua ascensão (52.13; ver Fp 2.9-11); e sua segunda vinda (26.20,21; ver Jd v. 14; Is 61.2,3; ver 2 Ts 1.5-12; Is
65.17-25; ver 2 Pe 3.13).

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