3º Trimestre 2019 - Lições Biblicas - Tempo, Bens e Talentos

Read More

Lição 1 – O Que é a Mordomia Cristã

Data da Aula: 7 de Julho de 2019

Texto Áureo
"E disse o Senhor: Qual é, pois, o mordomo fiel e prudente, a quem o senhor pôs sobre os seus servos, para lhes dar a tempo a ração? Bem-aventurado aquele servo a quem o senhor, quando vier, achar fazendo assim." (Lc 12.42,43)

Verdade Prática
Deus nos confiou a mordomia dos bens materiais e espirituais; por isso, sejamos vigilantes e zelosos, porque, em breve, Ele nos chamará a prestar contas de tudo quanto recebemos

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Lucas 12.42-48

42 - E disse o Senhor: O qual é, pois, o mordomo fiel e prudente, a quem o senhor pôs sobre os seus servos, para lhes dar a tempo a ração?
43 - Bem-aventurado aquele servo a quem o senhor, quando vier, achar fazendo assim.
44 - Em verdade vos digo que sobre todos os seus bens o porá.
45 - Mas, se aquele servo disser em seu coração: 0 meu senhor tarda em vir, e começar a espancar os criados e criadas, e a comer, e a beber, e a embriagar-se,
46 - virá o Senhor daquele servo no dia em que o não espera e numa hora que ele não sabe, e separá-lo-á, e lhe dará a sua parte com os infiéis.
47 - E o servo que soube a vontade do seu senhor e não se aprontou, nem fez conforme a sua vontade, será castigado com muitos açoites.
48 - Mas o que a não soube e fez coisas dignas de açoites com poucos açoites será castigado. E a qualquer que muito for dado, muito se lhe pedirá, e ao que muito se lhe confiou, muito mais se lhe pedirá

INTRODUÇÃO

Neste trimestre, estudaremos a Mordomia Cristã. Ela prioriza os bens espirituais e materiais que o Criador nos delegou. Nesta lição, denominamos "bens espirituais" os recursos e os meios confiados por Deus à Igreja. Quanto aos "bens materiais", são estes os recursos naturais e sociais que desfrutamos no mundo. Assim, veremos que o Pai levantou a Igreja para cuidar dos seus interesses na Terra

I - CONCEITOS DE MORDOMIA

1. Mordomo
A palavra vem do latim, major domu, e significa "o criado maior da casa", "administrador dos bens de uma casa", "ecônomo" (Dicionário Aurélio).

Na Bíblia, a função aparece diversas vezes como "encarregado administrativo dos bens de um grande proprietário de terras". Tanto no Antigo quanto no Novo Testamento essa função corresponde à de um administrador. Portanto, nós somos mordomos de Deus e, à luz do Novo Testamento, os líderes espirituais têm maior responsabilidade perante o Senhor da Igreja (Lc 12.48).

2. Mordomia
A palavra significa "cargo ou ofício do mordomo; mordomado". Sua origem está no termo grego oikonomia e, por isso, a encontramos em alguns textos do Novo Testamento, como na "Parábola do mordomo infiel" (Lc 16.2-4). Na Bíblia, mordomia diz respeito a todo serviço que o crente realiza para Deus e o seu comportamento diante do Pai e dos homens. É a administração dos bens espirituais e materiais, tanto no aspecto individual quanto no coletivo do ser humano. Assim, nossas faculdades espirituais, emocionais e físicas são o objeto da Mordomia Cristã. Por isso, esta mordomia está Ligada ao ensino da Palavra de Deus

SÍNTESE DO TÓPICOS
A função de mordomo corresponde ao administrador; a mordomia, na Bíblia, refere-se à administração dos bens espirituais e materiais.

SUBSÍDIO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO
A proposta básica desse primeiro tópico é explicar o conceito de "mordomo" e de "mordomia". Após expor esses conceitos, faça uma reflexão sobre a maturidade, virtude essencial para a "mordomia" em toda a área da vida. Use este texto como base de sua reflexão: "Uma orientação importante para qualquer tipo de sucesso, seja pessoal, espiritual, profissional, financeiro, familiar ou esportivo, é a necessidade de maturação. Não se consegue isso da noite para o dia. É preciso tempo e esforço. Entenda: ser 'maduro', aqui, não é sinônimo de ser 'velho', mas sim de ter experiências suficientes que lhe confiram sabedoria para agir e errar menos" (Maturidade para a escolha certa, de William Douglas, site CPADNEWS). Assim, mostre à classe a importância da maturidade para desenvolver a ideia de mordomia em toda as esferas da vida, seja espiritual ou material

II - A MORDOMIA ESPIRITUAL DO CRISTÃO

1. A mordomia do amor cristão
A mordomia cristã deve dar grande valor à prática do amor. Certa vez, um fariseu resolveu testar Jesus quanto à sua visão sobre os mandamentos da Lei de Moisés. Ele conhecia bem os dez mandamentos. Abordando Jesus, indagou-lhe: "Mestre, qual é o grande mandamento da lei?" (Mt 22.36). E Jesus respondeu-lhe de maneira sábia, serena, e consistente:

1.1.  "Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração" (22.37)
Nosso Senhor não aceita dominar apenas uma parte do nosso coração; Ele o requer por completo. Ouanto a isso, Ele nunca fez concessões: "Ouem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta espalha" (Mt 12.30). O mandamento revela o objeto da nossa mordomia de amor: fazer o bem ao próximo de forma concreta, com obras que revelam a nossa fé (Tg 2.14-17).

1.2. "De toda a tua alma e de todo o teu pensamento" (v.57)
Aqui, o Senhor Jesus enfatizou que, além de todo o coração, o primeiro mandamento exige toda a alma e todo o pensamento de uma pessoa. Essa é a base bíblico-doutrinária para dizer que a Mordomia Cristã valoriza a interiorioridade do crente. Logo, absolutamente tudo no interior do cristão - coração, alma e pensamento - deve estar voltado para Deus, que é o centro de todas as coisas.

1.3. "Amarás o teu próximo como a ti mesmo" (22.58)
O segundo mandamento enfatiza que, na medida em que amamos a Deus de todo coração, alma e pensamento, devemos amar o próximo como a nós mesmos. Tal mandamento é relevante para a nossa mordomia, pois no mundo atual, sem qualquer ranço pessimista, pode-se ver que o desamor é a tônica entre pessoas, famílias, países e, até mesmo, entre alguns que se dizem cristãos.

1.4. Quem é o próximo?
Esta foi a grande pergunta feita por Jesus após contar a parábola do Bom Samaritano ao doutor da lei (Lc 10.30-37). 0 nosso próximo é um familiar: esposo, esposa, pai e filho, irmão, primo, sobrinho, etc. É o nosso irmão em Cristo, o nosso vizinho, o professor, o colega de trabalho, o carente ou o socialmente excluído. Assim, o mandamento revela o objeto da nossa mordomia de amor: fazer o bem ao próximo de forma concreta, com obras que revelam a nossa fé (Tg 2.14-17).

2. A mordomia da fé cristã
A palavra fé (gr. pistis; lat. fides) traz a ideia de confiança que depositamos em todas providências de Deus. Mas a melhor definição de fé foi enunciada pelo autor da Epístola aos Hebreus, ao descrevê-la com profunda inspiração divina: "Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não veem" (Hb 11.1). Aqui, há três características essenciais à fé:
(1) Ela é o fundamento ou base para a confiança em Deus;
(2) Ela envolve a esperança ou expectativa segura do que se espera da parte de Deus;
(3) Ela é "a prova das coisas que não se veem", mas são esperadas por uma convicção antecipada.

3. A fé como patrimônio espiritual
A fé cristã é o depósito espiritual acumulado durante toda vida do crente. É o nosso patrimônio espiritual, de valor e virtudes inestimáveis. Essa fé que o crente foi estimulado a guardar para não perder a "coroa" (Ap 3.11). Ao escrever ao jovem discípulo, Timóteo, e já próximo da morte, o apóstolo Paulo disse: "Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda" (2 Tm 4.7,8). Querido irmão, prezada irmã, guarde sua fé!

SÍNTESE DO TÓPICO II
A mordomia espiritual do cristão envolve a prática do amor e o exercício da fé.

SUBSÍDIO DOUTRINÁRIO

[SOBRE A FÉ]

"No Novo Testamento, o verbo pisteuõ ('creio, confio') e o substantivo pistis ('fé') ocorrem cerca de 480 vezes. Poucas vezes o substantivo reflete a ideia da fidelidade como no Antigo Testamento (por exemplo, Mt 23.23; Rm 3.3; Gl 5.22; Tt 2.10; Ap 13.10). Pelo contrário, normalmente funciona como um termo técnico, usado quase exclusivamente para se referir à confiança ilimitada (com obediência e total dependência) em Deus (Rm 4.24), em Cristo (At 16.31), no Evangelho (Mc 1.15) ou no nome de Cristo (Jo 1.12). Tudo isso deixa claro que, na Bíblia, a fé não é 'um salto no escuro'.

Somos salvos pela graça mediante a fé (Ef 2.8). Crer no Filho de Deus leva à vida eterna (Jo 3.16). Sem fé, não poderemos agradar a Deus (Hb 11.6). A fé, portanto, é a atitude da nossa dependência confiante e obediente em Deus e na sua fidelidade. Essa fé caracteriza todo filho de Deus fiel. É o nosso sangue espiritual" (HORTON, M. Horton (Ed.). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2018, pp.369-70)

CONHEÇA MAIS
 Mordomo e Mordomia
O mordomo é a função que responde à mordomia pela qual ele foi colocado para executar. No Reino de Deus, essa relação se dá com o crente e a dimensão de sua vida nas esferas espiritual e social. O crente, em Jesus, tem contas a prestar a Deus a respeito do que Ele o chamou a fazer

III - A MORDOMIA DOS BENS MATERIAIS

1. O cristão e as finanças
Na mordomia dos bens materiais, o cristão deve trabalhar honestamente para garantir sua sobrevivência financeira. Desde o Gênesis, após a Queda, o homem emprega esforços, com "o suor" de seu rosto (Gn 3.19), para obter os bens de que necessita. Isso é feito de maneira constante (1 Ts 4.11). Nesse aspecto, a preguiça é um pecado intolerável diante de Deus. Assim, Ele exorta ao preguiçoso que aprenda com as formigas, pois estas trabalham no verão para garantir o mantimento no inverno (Pv 6.6,9; 10.26).

2. O cristão e as riquezas
Deus não demoniza a riqueza nem diviniza a pobreza. Mas o cristão não deve recorrer aos meios ou práticas ilícitas de ganhar dinheiro, como o bingo, a rifa, as loterias e outras formas "fáceis" de buscar riquezas (Pv 28.20).

A Bíblia mostra que a avareza é a idolatria ao dinheiro, ou seja, uma compulsão para enriquecer a qualquer custo. É uma escravidão ao vil metal. Sobre isso as Escrituras também asseveram: "Porque o amor do dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores" (1 Tm 6.10).

E Jesus ensinou: "Acautelai-vos e guardai-vos da avareza, porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui" (Lc 12.15). E também ratificou: "Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam, nem roubam" (Mt 6.20).

3. O cristão e a contribuição para a igreja
Na igreja local há várias maneiras pelas quais o cristão pode e deve contribuir para a expansão e manutenção da Obra do Senhor. Essa contribuição deve ser feita através dos dízimos e das ofertas voluntárias (cf. Ml 3.8-12). Jesus reiterou a necessidade da contribuição com os dízimos, repreendendo a hipocrisia dos fariseus (Mt 23.23), pois há inúmeras necessidades da igreja que requerem as contribuições dos fiéis.

SÍNTESE DO TÓPICO III
A mordomia dos bens materiais do cristão envolve as finanças, as riquezas e contribuição para a igreja

SUBSÍDIO VIDA CRISTÃ
[A importância do compromisso]
"Earl e Hazel Lee escreveram: 'o compromisso é mais que uma decisão sentimental que pode mudar a vida de uma pessoa por alguns poucos dias cheios de emoção. É um ato válido da vontade, e muda todo o modo de vida de uma pessoa'. Eles explicam o significado de compromisso, descrevendo-o como o descreve um dialeto indiano: o compromisso é dar com a palma da mão 'para baixo'. Quando colocamos algo na mão de alguém, não conseguimos segurar nenhuma parte do que estamos dando. Ao passo que, se pedirmos que uma pessoa retire algo de nossa mão, ainda poderemos segurar alguma parte que essa pessoa não consiga pegar. Em nossa cultura, é mais fácil passar do aproveitar os nossos bens a nos agarrarmos fortemente a eles e tentarmos agarrar mais, o que é chamado materialismo.

A. W. Tozer escreveu: 'Uma das piores tragédias do mundo é o fato de permitirmos que os nossos corações se encolham, até que haja neles espaço para pouca coisa, além de nós mesmos’. O materialismo é uma atitude perigosa, porque conserva o nosso foco naquilo que temos, e não naquilo que somos e estamos nos tornando. Ele permite que fiquemos falsamente satisfeitos - pensamos que, porque temos muitas coisas, devemos ser boas pessoas. Embora não

haja nada de errado em dirigir um carro bonito, em vestir-se bem e aproveitar os benefícios da última tecnologia, quando os nossos bens nos possuem e o que temos de valioso se torna mais importante que os nossos valores, então estamos com problemas" (TOLER, Stan. Qualidade total de vida. 1.ed. Rio de janeiro: CPAD, 2013, pp.71-72)

CONCLUSÃO
Somos mordomos dos bens espirituais e materiais concedidos por Deus à sua Igreja. Se realizarmos nossa mordomia para a glória de Deus, com gratidão pelos bens adquiridos, seremos recompensados pelo Senhor. Usemos os recursos que Deus nos concedeu como verdadeiros mordomos de Nosso Senhor Jesus Cristo. Tudo o que temos vem do Senhor!

PARA REFLETIR
A respeito de "O que é a Mordomia Cristã" responda:

1) O que diz respeito à mordomia na Bíblia?
Na Bíblia, Mordomia diz respeito a todo serviço que o crente realiza para Deus e o seu comportamento diante do Pai e dos homens.

2) Na mordomia do amor cristão a quem devemos amar?
Amar a Deus e ao próximo.

3) Na mordomia da fé cristã, o que significa "fé"?
A palavra fé (gr. pisteuõ; lat. fides) traz a ideia de confiança que depositamos em todas as providências de Deus.

4) Na mordomia dos bens materiais, como o cristão deve trabalhar?
Na mordomia dos bens materiais, o cristão deve trabalhar honestamente para garantir sua sobrevivência financeira.

5) Como deve ser a contribuição do cristão à igreja local?
Essa contribuição deve ser feita através dos dízimos e das ofertas voluntárias (cf. Ml 3.8-12)

Read More

Lição 2 – A Mordomia do Corpo

Data da Aula: 14 de Julho de 2019

Texto Áureo
"Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis o vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional." (Rm 12.1)

Verdade Prática
O corpo do cristão é o "templo do Espírito Santo" e, portanto, deve ser preservado para glória de Deus

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - 1ª Coríntios 6.13-20.
13 - Os manjares são para o ventre, e o ventre, para os manjares; Deus, porém, aniquilará tanto um como os outros. Mas o corpo não é para a prostituição, senão para o Senhor, e o Senhor para o corpo.
14 - Ora, Deus, que também ressuscitou o Senhor, nos ressuscitará a nós pelo seu poder.
15 - Não sabeis vós que os vossos corpos são membros de Cristo? Tomarei, pois, os membros de Cristo e fá-los-ei membros de uma meretriz? Não, por certo.
16 - Ou não sabeis que o que se ajunta com a meretriz faz-se um corpo com ela? Porque serão, disse, dois numa só carne.
17 - Mas o que se ajunta com o Senhor é um mesmo espírito.
18 - Fugi da prostituição. Todo pecado que o homem comete é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo.
19 - Ou não sabeis que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?
20 - Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus

INTRODUÇÃO
Nesta lição, estudaremos a mordomia do corpo. Nela, destacaremos o valor espiritual e a grandeza da obra criadora de Deus. A Bíblia mostra que o Criador fez o homem do pó da terra, dando-lhe vida e tornando-o sua imagem e semelhança. Quando compreendemos essa verdade bíblica, tornamo-nos responsáveis pelo zelo do nosso corpo perante o Criador, pois, segundo sua Palavra, o corpo do cristão é "templo do Espírito Santo" (1 Co 6.19).

I - A DIMENSÃO MATERIAL DO CORPO

1. A formação maravilhosa do corpo
A Bíblia relata a criação do corpo do ser humano (Gn 1.26-28; 2.18-25). Foi uma obra maravilhosa, poeticamente expressa nas palavras do rei Davi: "Eu te louvarei, porque de um modo terrível e tão maravilhoso fui formado; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem" (Sl 139.14). No mesmo salmo, o autor sagrado traz à memória a contemplação divina do corpo humano ainda informe (Sl 139.15). Louve a Deus por sua maravilhosa Criação!

2. A estrutura do corpo humano
Quando estudamos a estrutura do corpo humano, percebemos quão maravilhosa foi a obra do Criador. Por exemplo, o organismo humano se constitui de 216 tecidos organizados no esqueleto. Este possui 206 ossos. O cérebro tem um trilhão de células nervosas e seus sinais trafegam ao longo dos nervos até um máximo de 360 km/h. O corpo se constitui de setenta por cento de água; tem 96.500km de veias e artérias;

10 bilhões de vasos capilares; 100 trilhões de células. A estrutura humana revela uma complexidade que a teoria da evolução jamais explicará. Só uma mente onisciente, e um ser infinitamente supremo, pode dar respostas lógicas à origem da vida e do homem: "No princípio, criou Deus os céus e a terra [...] E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou" (Gn 1.1,27).

SÍNTESE DO TÓPICO I
A dimensão material do corpo revela uma obra maravilhosa; a estrutura do corpo, o arquiteto que o planejou.

SUBSÍDIO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO

A fim de expor o primeiro tópico com mais propriedade, busque informações técnicas em livros ou em sites especializados. Informar-se sobre o Projeto Genoma, um programa de mapeamento da genética humana, também contribuirá muito para você compreender o sistema complexo do corpo humano. Com base nesses estudos, é impossível pensar que somos fruto do acaso. Só um ser poderoso, majestoso e infinito poderia gerar essa complexidade do corpo humano. Entretanto, tenha em mente que não precisamos de qualquer estudo científico para determinar o que cremos, pois, como diz as Escrituras, "pela fé, entendemos que os mundos, pela palavra de Deus, foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente" (Hb 11.3)

lI - A DIMENSÃO ESPIRITUAL DO CORPO

1. O corpo segundo as Escrituras
A Bíblia usa várias metáforas para designar espiritualmente o corpo:

1.1. "Corpo do pecado"
Note este versículo: "que o nosso velho homem foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, a fim de que não sirvamos mais ao pecado" (Rm 6.6). Nele, a expressão "corpo do pecado" refere-se ao "velho homem" que, antes de nascer de novo, usava o corpo como "instrumento de iniquidade" (Rm 6.12-14). Esse corpo também é chamado na Bíblia de "homem exterior", um corpo que se corrompe, adoece e envelhece.

1.2. "Casa terrestre"(2 Co 5.1)
Essa expressão refere-se à "temporalidade do corpo", isto é, sua constituição física, a "fôrma" do espírito. Esse corpo é a casa temporária, a morada passageira, visto que nesta Terra somos "peregrinos e forasteiros" (1 Pe 2.11).

1.3. "Templo do Espírito Santo"
Essa expressão aparece numa pergunta retórica de Paulo em 1 Coríntios: "Ou não sabeis que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?" (6.19). É um alerta do apóstolo aos crentes de Corinto para não darem lugar ao pecado, ou seja, não deixarem que o corpo fosse contaminado pela prostituição.

2. Pecados contra o corpo
A Bíblia adverte acerca dos pecados contra o corpo:

2.1. Prostituição, adultério, fornicação
Usar o corpo como mercadoria a ser vendida para fins sexuais é prostituição. A Palavra de Deus diz aos crentes com muita clareza: “Mas o corpo não é para a prostituição, senão para o Senhor, e o Senhor para o corpo" (1 Co 6.13b; cf. 1 Ts 4.3)". A Bíblia também tem graves admoestações contra quem comete o pecado de adultério - relacionamento sexual extraconjugal-(1Co 6.10; Hb 13.4) e o de fornicação - relacionamento sexual entre solteiros-(Ef 5.5; 1Tm 1.10; Ap 21.8).

2.2. Homossexualidade
O Antigo Testamento condena explicitamente a união homossexual, considerando-a "abominação" a Deus (Lv 20.13; 18.20). O Novo Testamento confirma essa condenação, reprovando a homossexualidade de modo não menos incisivo: "Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o Reino de Deus" (1 Co 6.10; cf. Rm 1.18-32).

2.3. Transexualidade
Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), a transexualidade é um "transtorno de identidade de gênero" ou "disforia de gênero". Nesse transtorno, um homem "se sente mulher" e, por isso, não aceita o próprio corpo; uma mulher "se sente homem" e, igualmente, não aceita o próprio corpo, desejando assim "mudar de sexo". A tragédia maior é quando se tenta normalizar isso na cabeça de crianças e de adolescentes, trazendo confusão entre eles. Isso é uma estratégia de origem satânica para destruir o plano original de Deus da criação da família como célula mater da sociedade. Trata-se, pois, de um terrível afronta à sacralidade do corpo criado por Deus com uma identidade binária: "macho e fêmea os criou" (Gn 1.27).

3. A santificação do corpo
É o ponto fundamental na mordomia do corpo. Diz a Bíblia: "Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor" (Hb 12.14). A Bíblia mostra os meios de santificação que levam em conta a ação de Deus e a contribuição do crente:

3.1. Os meios da santificação que vêm da parte de Deus
É Deus que age diretamente na santificação integral do crente: "espírito, e alma, e corpo" (1 Ts 5.23). O Altíssimo também o santifica através de Cristo (Ef 5.25,26; Hb 9-14; 13.12; 1 Jo 1.7), do Espírito Santo (1 Co 6.11; 2 Ts 2.13; Rm 15.16) e da Palavra de Deus (Jo 17.17).

3.2. A responsabilidade humana na santificação
Deus não entrega ao homem "um pacote" de salvação pronto e acabado. Ele faz a sua parte no lado divino, mas o homem tem de ser um participante ativo desse processo. Na santificação, o homem precisa dar lugar à vontade de Deus:"[...] quem é santo seja santificado ainda" (Ap 22.11). Logo, o crente pode participar do processo de santificação mediante os seguintes elementos: a fé em Cristo (Rm 1.17); dedicação a Deus (Rm 12.1,2); andando em espírito (Gl 5.16,17); renunciando ao pecado (Mt 16.24; Rm 6.18,19).

SÍNTESE DO TÓPICO II
A dimensão espiritual do corpo envolve a gravidade do pecado contra o corpo e a necessidade de sua santificação

SUBSÍDIO DOUTRINÁRIO
"Atualmente, há urgente necessidade de renovada ênfase à doutrina da santificação nos círculos pentecostais. Em primeiro lugar porque são raros os pentecostais que hoje aceitaram a ideia de estar precisando de renovação espiritual. A despeito de muitíssimos crentes terem sido batizados no Espírito Santo, são muitas as igrejas pentecostais que não possuem a vitalidade e a eficácia que nelas se evidenciavam em anos anteriores. Em segundo lugar, a ênfase pentecostal ao batismo no Espírito e aos dons sobrenaturais do Espírito tem resultado numa falta de ênfase ao restante da obra do Espírito, inclusive a santificação. Em terceiro lugar, a aceitação mais generalizada dos pentecostais e dos carismáticos parece ter ameaçado a distinção tradicional entre a Igreja e o mundo, lançando dúvidas sobre muitos dos antigos padrões de santidade. E, finalmente, os pentecostais de hoje dão muito valor à popularidade que acabaram de conquistar e, no afã de preservá-la, zelam por evitar qualquer aparência de elitismo espiritual" (HORTON, M. Horton (Ed.). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2018, p.412).

III - O CULTO RACIONAL E A MORDOMIA DO CORPO

De acordo com as Escrituras, devemos nos apresentar em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus. Nesse sentido, o nosso culto a Ele, segundo Romanos 12.1,2, deve considerar o seguinte tripé:

1. “Um sacrifício vivo"
A imagem do sacrifício, em Romanos, remonta ao Antigo Testamento. Mas, no Novo Testamento, o cristão deve apresentar-se a Deus como um sacrifício vivo e agradável - sacrifício de louvor (Hb 13.15) -, pois todos os que cremos fomos crucificados com Cristo (Gl 2.19).

2. “Um sacrifício santo"
Essa perspectiva leva o crente à santificação. E uma vez que ele se coloca como sacrifício vivo, demonstra pertencer a Deus, consagrando-se inteiramente ao Pai, para viver uma vida santa e pura no corpo, na alma e no espírito (1 Ts 5.23). Uma vida santa é um culto ao Senhor.

3. “Um sacrifício agradável"
Oferecendo-se em sacrifício vivo, o salvo é visto pelo Senhor como oferta de grande valor (5151.17). Uma das coisas mais belas da vida cristã é quando a nossa vontade está alinhada à vontade de Deus. Esse é o verdadeiro estágio de total entrega ao Pai.

A imagem de sacrifício mostrada didaticamente em Romanos 12, ensina como deve ser a nossa mordomia no campo espiritual e material. Ela passa por uma mente renovada, não conformada com o "espírito" deste mundo, em que o cristão é instado a viver em "sacrifícios" cotidianamente. Assim, o nosso culto racional.

SÍNTESE DO TÓPICO III
O culto racional e a mordomia do corpo estão sob a perspectiva do "sacrifício vivo", do "sacrifício santo" e do "sacrifício agradável"

SUBSÍDIO VIDA CRISTÃ
O apóstolo Paulo traz ordem ao culto (1 Co 14.26-39), sugerindo haver um ‘ritual livre' e a Igreja Primitiva também teve formas apropriadas de culto: ’E perseveravam na doutrina dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações' (At 2.46).

No Novo Testamento, encontramos algumas formas litúrgicas como 'saudação'; 'doxologia'; aclamações como 'Abba, Aleluia, Amém, Hosana, Maranata'; ‘a coleta semanal'; 'o serviço social' (At 6.1); 'a santa ceia'; 'os cânticos de salmos e hinos' (Ef 5.19; Cl 3.16) e essas práticas e muitas outras permanecem hoje em nossas igrejas. 0 próprio Jesus Cristo, checando em Nazaré, entrou num dia de sábado na sinagoga, tomou o livro e achou o lugar onde estava escrito a respeito dele mesmo (Lc 4.16-18; Is 61.1). Paulo diz: 'Prega a Palavra' (2 Tm 4-1,2)'' (KESSLER, Nemuel. Culto e suas Formas. Rio de Janeiro: CPAD, 2007, p.21).

CONCLUSÃO
O nosso corpo tem uma dimensão material e outra espiritual. Nesse aspecto, a Palavra de Deus tem orientações diretas sobre o perigo do pecado contra o nosso corpo e a necessidade de vivermos em santidade diante de Deus. Assim, para glorificá-lo, precisamos prestar um culto racional a Deus, apresentando-nos em sacrifício vivo, santo e agradável ao Eterno. Que Ele nos faça mordomos fiéis de seus bens tão preciosos em todo o nosso espírito, alma e corpo!

PARA REFLETIR
A respeito de "A Mordomia do Corpo", responda:

1) Quem que pode dar respostas lógicas à origem da vida e do homem? Só uma mente onisciente, um ser infinitamente supremo, pode dar respostas Lógicas à origem da vida e do homem.

2) Quais expressões as Escrituras usam para o “corpo"?
"Corpo do pecado", "Casa terrestre" e "Templo do Espírito Santo".

3) A que se refere a expressão “corpo do pecado"?
Nele, a expressão "corpo do pecado" refere-se ao "velho homem".

4) Por que o corpo é chamado de "casa terrestre"?
Essa expressão refere-se à "temporalidade do corpo", isto é, sua constituição física, a "fôrma" do espírito.

5) De acordo com a Palavra de Deus, como nos devemos apresentar? Em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus

Read More

Lição 3 – A Mordomia da Alma e do EspíritoLição

Data da Aula: 21 de Julho de 2019

Texto Áureo
“E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo." (1 Ts 5.23)

Verdade Prática
Ao lado do corpo, a alma e o espírito devem estar preparados para a vinda do Senhor Jesus Cristo

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Galatas 5.16-22,25

16 - Digo, porém: Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne.
17 - Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne; e estes opõem-se um ao outro; para que não façais o que quereis.
18 - Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais debaixo da lei.
19 - Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: prostituição, impureza, lascívia,
20 - idolatria, feitiçarias, inimizades.
porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias,
21- invejas, homicídios, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de Deus.
22 - Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.
25 - Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito

INTRODUÇÃO
Para ser mordomo da alma e do espírito, o homem necessita, antes de tudo, da fé em Deus, da entrega incondicional a Cristo Jesus e da ação poderosa do Espírito Santo na sua mente, pensamento e maneira de viver diante do Criador. Para isso é preciso ser "nova criatura" (1 Co 5.17)! Assim, além de conservar o corpo, precisamos conservar a alma e o espírito. É o que veremos nesta lição

I - CONCEITUANDO ALMA E ESPÍRITO

1. O significado de alma
No Antigo Testamento, a palavra "alma" é nephesh. No Novo, o termo usado é psiquê, que tem o sentido de "alma" e de "vida", e encontra-se ligado à palavra psíquicos, que significa "pertencente a esta vida". Ela é "a base das experiências conscientes", equivalendo, portanto, à própria vida, à personalidade ou à pessoa mesmo (cf. 2 Co 1.23).

Assim, o texto bíblico de Levítico 17.10-15 revela uma diversidade de sentidos para a palavra "alma": A pessoa física (v.10), a vida de um animal (v.11), a vida de uma pessoa (v.11). Do ponto de vista teológico, a alma é a sede das emoções e dos sentimentos, conforme Jesus expressou num contexto de angústia: "A minha alma está profundamente triste até a morte" (Mc 14.34).

2. A origem da alma
A alma está unida ao espírito, e, por isso, é humanamente impossível separá-los. Só a Palavra de Deus pode fazê-lo (Hb 4.12). Assim, tanto a alma quanto o espírito constituem a parte imaterial do ser humano. Em relação à origem da alma, há pelo menos três teorias que tentam explicá-la: a teoria da preexistência, do criacionismo e da participação.

2.1. Teoria da preexistência
Segundo essa teoria, as almas existem nas diversas esferas do mundo espiritual e entram no corpo gerado, num processo denominado "reencarnação". O objetivo desse processo é levar a pessoa a sofrer pelos "pecados cometidos em pretensas existências anteriores". Esse é um dos pontos fundamentais do Espiritismo. Entretanto, não há fundamento bíblico para essa teoria. A Bíblia revela que o "pecado original" passou a todos os homens (Rm 5.12) e que vigora até os dias atuais, pois “não há homem que não peque" (Ec 7.20). Porém, o sangue de Cristo purifica o pecador (1 3o 1.7), quando este se arrepende, confessa o seu pecado e o deixa (Pv 28.13).

2.2. Criacionismo
Segundo esta teoria, baseada no pensamento filosófico grego, Deus dedica-se à criação de almas diariamente, para que habitem nos corpos que forem sendo concebidos. É um ponto de vista que carece de fundamentos bíblicos.

2.5. Teoria participativa
A teoria expressa que Deus dá a vida a toda pessoa gerada de acordo com as leis da reprodução biológica geradas por Ele. Assim, homem e mulher geram um novo ser com a cooperação divina (At 17.28; Hb 1.3). É uma visão que tem base na Bíblia e que está harmonizada com a Palavra a Deus: "Fala o SENHOR, o que estende o céu, e que funda a terra, e que forma o espírito do homem dentro dele" (Zc 12.1b).

Todavia, como Deus age na criação de cada alma e espírito dentro do ser humano é um dos muitos mistérios da fé pela qual devemos curvar-nos humildemente diante de sua magnitude.

3. Conceituação de espírito
Segundo o Novo Testamento, a palavra que se refere a "espírito" é pneuma. O termo pode se referir a parte imaterial da personalidade humana (cf. 1Co 7.1,34), o próprio ser da pessoa (1 Co 16.18; 2Tm 4.22) e, mais especificamente, a fonte do discernimento (Mc 2.8), das emoções (3o 11.33) e da vontade (At 19.11) de uma pessoa. Assim, o espírito humano regenerado, submetido a Cristo, torna-se sensível ao Espírito Santo e é capaz de manifestar o fruto do Espírito, as virtudes do Reino de Deus (Gl 6.1; cf. Mt 5 - 7).

Nesse sentido, em termos espirituais, só há dois tipos de crentes: os espirituais e os carnais (Rm 8.1). Os crentes espirituais caracterizam-se pelo seu "espírito" dominado pelo Espírito Santo (Gl 5.16-18,22-25). Os carnais vivem de acordo com a natureza carnal que não foi submetida nem transformada por Cristo (Gl 5.19-21).

SÍNTESE DO TÓPICO I
A alma é a sede das emoções e dos sentimentos; o espírito, a fonte dessas emoções e sentimentos

SUBSÍDIO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO

Para a exposição deste primeiro tópico, sugerimos a leitura das páginas 242-260 da obra "Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal", editada pela CPAD. O assunto em estudo é altamente teológico, por isso, consultar uma boa Teologia Sistemática será de ajuda inestimável a fim de apresentar com maior segurança um assunto complexo. Tenha atenção com o termo "tricotomia" (ponto a ser desenvolvido no tópico 2). Neste primeiro tópico você deve deixar claro o significado do termo "alma”, as teorias acerca de sua origem e a conceituação do termo "espírito". Boa aula!

II. A MORDOMIA DA ALMA: "O HOMEM INTERIOR"

1. A tricotomia do homem
Afirmamos que o ser humano é um ser tricotômico. Ou seja. Deus o constitui de três partes conforme revela-nos a sua Palavra: "e todo vosso espírito, e alma, e corpo" (1 Ts 5.23). O corpo, a parte material, refere-se ao "homem exterior" (2 Co 4.16). Já o conjunto imaterial formado pela alma e pelo espírito, que é envolvido pelo corpo, a Bíblia denomina-o de "o homem interior", conforme as palavras do apóstolo Paulo: "Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus" (Rm 7.22; cf. 2 Co 4.16).

2. A mordomia da alma
A Bíblia declara que a alma do homem, assim como o espírito e o corpo, deve ser conservada irrepreensível para a vinda do Senhor Jesus Cristo. Essa é a essência da mordomia da alma. Cada crente deve mantê-la íntegra e irrepreensível. Alguns aspectos, porém, devem ser considerados na mordomia da alma.

2.1. A Necessidade da alma
Essa necessidade inclui a emoção e pode ser satisfeita no relacionamento com Deus. A alma precisa de refrigério espiritual e da presença divina (Sl 23.1-3). No salmo 42, o salmista expressa sinceramente a necessidade de sua alma: "Como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus! A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo" (vv.1,2). Quanta necessidade a alma tem por Deus?! A Bíblia revela que o Espírito Santo preenche essa necessidade e produz em nós o "fruto do Espírito" (Gl 5.22-24).

2.2. A santificação da alma
É uma necessidade da alma o "viver santo", sem o qual ninguém verá a Deus (Hb 12.14). O ser humano é salvo pela "graça de Deus", e isso é dom divino (Ef 2.8,9).

Mas ele precisa também arrepender-se de seus pecados, confessar a Cristo como Senhor e santificar-se integralmente em Deus, conforme o apóstolo Paulo ensina: "Abstende-vos de toda aparência do mal. E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo" (1Ts 5.22,23).

2.3. A santificação dos pensamentos
Vimos que a alma é "a sede das emoções, dos sentimentos e dos pensamentos", logo, sua mordomia deve zelar por tudo o que preenche o pensamento do crente, conforme ensina o apóstolo Paulo (Fp 4.8).

Nesse contexto, devemos atentar para a advertência de Jesus em relação ao coração do homem (isto é, sua interioridade): "Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias" (Mt 15.19). Portanto, não podemos pensar só no que "não fazer", mas também no que "não pensar". Toda ação ou reação humana precede o pensamento, o sentimento e a emoção.

SÍNTESE DO TÓPICO II

O homem é um ser tricotômico, isto é, constituído de corpo, alma e espírito; e a mordomia da alma envolve necessidades e santificação dos pensamentos.

SUBSÍDIO DOUTRINÁRIO

"Textos bíblicos que parecem apoiar o tricotomismo incluem 1 Tessalonicenses 5.23, onde Paulo pronuncia a bênção: 'E todo o vosso espírito, e alma, e corpo seja plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo'. Em 1 Coríntios 2.14-3.4, Paulo refere-se aos seres humanos como sarkikos (Literalmente: 'carnal' 3.1,3), psuchikos (literalmente: 'segundo a alma', 2.14) e pneumatikos (literalmente: 'espiritual', 2.15). Esses dois textos parecem demonstrar de forma ostensiva três componentes elementares. Vários outros textos parecem distinguir alma e espírito (1 Co 15.44; Hb 4.12)" (HORTON, M. Horton (Ed.). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2018, p.248)

III - A MORDOMIA DO ESPÍRITO

1. Andando em Espírito
Na mordomia do espírito, o crente deve procurar andarem Espírito, ou seja, na submissão ao Espírito Santo. Diz o texto bíblico: “Digo, porém: Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne" (GL 4.16). Andar em Espírito é viver em obediência à direção do Espírito Santo em todas as áreas da vida. Há uma Luta interior entre a carne e o Espírito (Gl 4.17), mas uma vez guiados pelo Espírito Santo não estamos sob a escravidão da carne (GL 4.18). Portanto, "se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito" (Gl 5.25).

2. Frutificando no Espírito
Quando o crente produz frutos dignos da vida cristã, ele glorifica a Deus. Nosso Senhor chamou-nos a dar "fruto" e escolheu--nos para permanecer dando fruto (Jo 15.9,16). Frutificar no Reino de Deus é testemunhar Cristo com sua vida, por meio de boas obras de amor que mostram o caráter de Deus em você (Jo 15.16; Mt5.16; G15.22).

SÍNTESE DO TÓPICO III
A mordomia do espírito está amparada em duas esferas: andar no Espírito e frutificar no Espírito.

SUBSÍDIO VIDA CRISTÃ

"Primeiro as coisas mais importantes
A intimidade da sala de estar que Maria teve com Jesus nunca resultará da agitação da cozinha de Marta. Agitação, por si só, causa distração. Vemos em Lucas 10.38 uma mulher com a virtude da hospitalidade. Marta abriu sua casa para Jesus, mas isso não significa que ela automaticamente tenha aberto seu coração. Em sua ânsia de servir a Jesus, ela quase perdeu a oportunidade de conhecê-lo.

Lucas nos diz que 'Marta, porém, andava distraída em muitos serviços'. Em sua mente, ela se preocupava em fazer o melhor. Tinha que fazer o máximo por Jesus.

Podemos ser pegas pela mesma cilada de desempenho, sentido que devemos provar nosso amor a Deus através de grandes feitos. Então, nos apressamos em deixar a intimidade da sala de estar para nos ocupar por Ele na cozinha - realizando grandes ministérios e projetos maravilhosos, no esforço de divulgar as Boas Novas. Fazemos todo o nosso trabalho em seu nome. Nós o chamamos 'Senhor, Senhor'. Mas, no fim, será que Ele nos reconhecerá? Nós o conheceremos?

O reino de Deus, como você vê, é um paradoxo. Enquanto o mundo aplaude as grandes façanhas. Deus deseja comunhão. O mundo clama 'Faça mais! Seja tudo o que puder!', mas nosso Pai sussurra: 'Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus'. Ele não procura tanto por trabalhadores como procura por filhos e filhas - um povo no qual possa fluir" (WEAVER, Joanna A. Como ter o coração de Maria no mundo de Marta: Fortalecendo a comunhão com Deus em uma vida atarefada. Rio de Janeiro: CPAD, pp.9,10)

CONCLUSÃO

A mordomia da alma e do espírito, juntamente com a do corpo, completa a conservação integral do crente (1 Ts 5-23). Zelar pela nossa interioridade e exterioridade diante de Deus é reconhecer que o Pai quer dominar tudo em nós e não somente partes de nossa vida. Por isso, sinta-se encorajado a expressar Cristo como seu Salvador. Esteja nele! Seja santo! Para isso Deus nos chamou.

PARA REFLETIR
A respeito de "A Mordomia da Alma e do Espírito" responda:

1) Do ponto de vista teológico, que é a alma?
Do ponto de vista teológico, a alma é a sede das emoções e dos sentimentos.

2) O que diferencia um crente espiritual do carnal?
O Espírito Santo (Gl 5-16-18,22-25). Os carnais vivem de acordo com a natureza carnal que não foi submetida nem transformada por Cristo (GL 5.19-21).

3) Cite as três teorias acerca da origem da alma.
Teoria da preexistência. Teoria criacionista e Teoria participativa.

4) Como o homem e a mulher geram um novo ser?
Homem e mulher geram um novo ser com a cooperação divina (At 17.28; Hb 1.3).

5) O que o crente deve procurar na mordomia do espírito?
Na mordomia do espírito, o crente deve procurar andar em Espírito, ou seja, na direção e submissão do Espírito Santo

Read More

Lição 4 – A Mordomia da FamíliaLição

Data da Aula: 28 de Julho de 2019

TEXTO ÁUREO
"Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao Senhor, escolhei hoje a quem sirvais: [...] porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor." (Js 24.15)

VERDADE PRÁTICA
A família é a primeira instituição criada por Deus e, por isso, é a nossa "primeira igreja", pela qual devemos amorosamente zelar

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Josué 24.14,15; Efésios 5.22-25,28

Josué 24
14 - Agora, pois, temei ao Senhor, e servi-o com sinceridade e com verdade, e deitai fora os deuses aos quais serviram vossos pais dalém do rio e no Egito, e servi ao Senhor.
15 - Porém, se vos parece mal aos vossos olhos servir ao Senhor, escolhei hoje a quem sirvais: se os deuses a quem serviram vossos pais, que estavam dalém do rio, ou os deuses dos amorreus, em cuja terra habitais; porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor.

Efésios 5
22 - Vós, mulheres, sujeitai-vos a vosso marido, como ao Senhor;
23 - porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo.
24 - De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seu marido.
25 - Vós, mandos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela,
28 - Assim devem os maridos amar a sua própria mulher como a seu próprio corpo. Quem ama a sua mulher ama-se a si mesmo

INTRODUÇÃO

Na presente Lição, veremos que a família é a base de nossa vivência. Nela, nascemos, criamo-nos e dela dependemos por toda a vida. Veremos que todo esse processo é o plano de Deus revelado desde o Gênesis. Nas Escrituras, a família é tão importante que o apóstolo Paulo classifica de "pior que o infiel" quem dela não cuida (1 Tm 5.8). Assim, o propósito

desta lição é mostrar que o amor de Deus pela humanidade faz com que todas as famílias da terra sejam o alvo de sua bênção (Gn 12.3).

I - A FAMÍLIA NO PLANO DE DEUS

1. A instituição do casamento
Antes de estabelecer a família. Deus instituiu o casamento. O Senhor Jesus confirmou essa instituição original e legal, conforme a Lei de Deus: "Não tendes lido que, no princípio, o Criador os fez macho e fêmea e disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher, e serão dois numa só carne?" (Mt 19.4,5; cf. Gn 2.24). Aqui está, de maneira clara, a origem do casamento como instituição divinamente estabelecida.

2. Origem da família
O livro de Gênesis relata que a partir do homem e da mulher, Deus estabeleceu a família:” E Deus os abençoou e Deus Lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra" (Gn 1.28). Essa instituição é tão importante diante de Deus, que Ele a criou antes do Estado e, até mesmo, da Igreja. E foi a partir de uma família que o Altíssimo prometeu abençoar todas as demais:” E abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra" (Gn 12.3)

SÍNTESE DO TÓPICO I
Deus estabeleceu o casamento e, consequentemente, a família.

SUBSÍDIO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO

Inicie a aula de hoje, perguntando: “Qual a origem da família?" Ouça as respostas dos alunos. Estimule para que eles participem a fim de obter as respostas. Após ouvir as respostas atenciosamente, dê uma resposta unificada a partir da exposição do tópico. Aproveite este texto para corroborar a explicação: "O que é família? A família não é um grupo de pessoas rivais, alheias aos interesses umas das outras. Em termos de unidade, é o conjunto de todas as pessoas que vivem sob o mesmo teto, proteção ou dependência do dono da casa ou chefe, que visam ao bem-estar do lar; enfim que se comunicam, se amam e se ajudam. Essa convivência exige o uso e a aplicação de toda a capacidade de viver em conjunto, a bem do perfeito e contínuo ajustamento entre os membros da família e destes para com Deus. O convívio entre os familiares indica o grau e o nível das relações com o Pai e determina o curso do sucesso na família.

Vale lembrar que a família foi criada por Deus com elevados propósitos em todos os sentidos da vida, inclusive quanto ao número de filhos" (SOUZA, Estevam Ângelo. ...e fez Deus a família: 0 padrão divino para um lar feliz. Rio de Janeiro: CPAD, 1999, p.30)

II - A MORDOMIA DA FAMÍLIA

1. Os princípios que regem o casamento cristão
Há um manual de união matrimonial: a Bíblia Sagrada. Nela, encontramos princípios universais e atemporais para o casamento

1.1. O princípio da monogamia
No plano original de Deus para o casamento, o princípio da monogamia está declarado assim: “Portanto, deixará o homem seu pai e sua mãe, e se unirá à sua mulher, e serão ambos uma só carne" (Gn 2.24). Mas, infelizmente, após a Queda, o homem desviou-se do plano divino, e distorceu as diretrizes básicas de Deus para o matrimônio. Por exemplo, a Bíblia narra a história de Lameque, filho de Metusael, que deu início à prática da bigamia (Gn 4.19). Assim, com o passar do tempo, a poligamia também foi temporariamente aceita na comunidade hebreia.

Quando o ser humano se rebela contra a vontade monogâmica de Deus quanto ao casamento, um abismo passa a chamar outros abismos: incesto, homossexualismo, pedofilia, zoofilia, necrofilia e outras abominações semelhantes.

Diante de um quadro tão grotesco e estarrecedor, a Palavra de Deus impõe-nos o padrão monogâmico, heterossexual e indissolúvel como a vontade original do Criador para o matrimônio (1 Co 7.1,2).

1.2. O princípio da heterossexualidade
Nas Escrituras, Deus definiu para o casamento o princípio da união heterossexual: um homem e uma mulher unidos para sempre sob as bênçãos divinas.

Quando Gênesis 2.24 estabelece o princípio monogâmico e heterossexual, o texto identifica o homem que deixa a casa do pai e da mãe, para unir-se à sua mulher, tornando-se “ambos uma só carne". Ao lado da monogamia, a heterossexualidade é o princípio inegociável em qualquer tempo ou lugar. Entretanto, cabe aqui uma advertência bíblica e séria: esses dois princípios só sustentam o casamento se forem vividos sob a égide do verdadeiro e sacrifical amor de ambos os cônjuges (Mt 22.37-40; cf. Ef 5.22-25). Por isso, lute por seu amor; ame o seu cônjuge; renove os votos matrimoniais periodicamente.

2. A prioridade da família
A igreja local deve incentivar a mordomia da família de forma constante e efetiva. O cristão precisa ter as prioridades corretas da vida. Normalmente, há muitos crentes e, até mesmo pastores, que priorizam a seguinte ordem: a) Deus; b) igreja; c) esposa; e d) filhos. Qual o equívoco dessa ordem de prioridades?

Biblicamente, o crente deve priorizar (1) Deus; (2) sua própria vida; (3) seu cônjuge; (4) seus filhos; (5) e a igreja local. Ora, alguém poderá indagar: Mas a Bíblia não diz que devemos priorizar o Reino de Deus? (Mt 6.33). Sim, é verdade. Entretanto, dentro da economia divina, há uma hierarquia muita clara para que a mordomia com a família seja plenamente atendida.

A Palavra de Deus diz que se alguém não cuida de sua família não se encontra preparado para liderar a Igreja de Cristo (1 Tm 3.4,5). É muito triste quando o obreiro encontra-se empenhado em ganhar outras famílias para Cristo, mas perde sua própria casa por falta de atenção, zelo e amor (1 Tm 5.8).

3. O relacionamento entre pais e filhos
Na mordomia da família, alguns cuidados devem ser tomados a fim de que os filhos sejam criados na "doutrina e admoestação do Senhor" (Ef 6.4). Eles são herança e galardão de Deus (Sl 127.3). Como sacerdotes do lar, os pais devem realizar o culto doméstico. É muito importante priorizar esse momento para instruir os filhos na Palavra de Deus. Além de zelo espiritual, os pais devem ser exemplos de amor conjugal, paternal e maternal.

SÍNTESE DO TÓPICO II
Os princípios que regem o casamento cristão são o da monogamia e da heterossexualidade

SUBSÍDIO DOUTRINÁRIO
"A monogamia foi instituída pelo Criador, porém a poligamia foi criada pelos homens. O primeiro polígamo da história foi Lameque (Gn 4.19). A declaração bíblica 'e apegar-se-á à sua mulher (Gn 2.24) fala da monogamia, isto é, o princípio do casamento de um homem com uma única mulher e vice-versa. [...] O Novo Testamento restabeleceu o princípio monogâmico original da criação (Mt 19-5; 1 Co 7.2; 1 Tm 3.2).

Jesus disse que, se uma mulher casada for de outro homem, comete adultério contra o seu marido, se ele estiver vivo; e da mesma forma o marido, se for de outra mulher, comete adultério contra a sua mulher, se ela estiver viva (Mc 10.11,12). Jesus foi mais profundo, cortando o mal pela raiz, pela causa, e não pelo efeito. Ele declarou: 'Ouvistes que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério. Eu, porém, vos digo que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar já em seu coração cometeu adultério com ela' (Mt 5.27,28). É verdade que nem sempre podemos impedir que as aves pousem em nossa cabeça, mas podemos impedir que ali façam ninhos. Ninguém está livre de ser sobressaltado por pensamentos pecaminosos, mas qualquer cristão pode perfeitamente impedir que esses pensamentos sejam cultivados (Cl 3.1-5)" (SOARES, Esequias. Casamento, Divórcio & Sexo à Luz da Bíblia. Rio de Janeiro: CPAD, 2011, pp.16-17).

III - A FAMÍLIA CRISTÃ SOB ATAQUE

1. O ataque do Estado materialista
De um modo geral, os países são governados por homens materialistas e indiferentes ao bem comum. Muitos governantes tornam-se agentes do Diabo, visando a destruição da família e da Igreja de Cristo.

Por essa razão, temos de usar estratégias poderosas para vencer os ataques do Maligno: a valorização da Palavra de Deus no lar, o culto doméstico, a leitura de boa e comprovada literatura cristã e a constante vigilância e prática da oração. Que a Palavra de Deus norteie o nosso lar (Dt 11.18-21)!

2. O ataque da famigerada Ideologia de Gênero
Engenheiros sociais modernos trabalham pela desconstrução da família criada por Deus. Karl Marx, um dos teóricos fundadores da doutrina comunista, disse que a família deveria ser abolida.

Dessa forma, o Diabo usa a "famigerada ideologia de gênero" para abolir os princípios que Deus estabeleceu para a família. Segundo essa diabólica ideologia, ninguém nasce com sexo determinado. A criança não nasce macho nem fêmea, pois ela "se torna homem ou mulher" por meio da construção social. Assim, quem constrói o sexo masculino e feminino é a sociedade. Esse é o maior ataque aos princípios de Deus para a família e para a identidade natural da pessoa (Gn 1.27,28).

3. Um ataque a Deus e à ciência
Ao ensinar que ninguém nasce "homem" ou "mulher", os engenheiros sociais procuram destruir a identidade natural e biológica do ser humano. E também ignoram por completo que Deus criou o "homem" e a "mulher" (Gn 1.26,27).

Essa teoria, além de ser um ataque frontal a Deus, também é uma violência à Ciência. A Biologia define uma pessoa masculina por causa de seu aparelho reprodutor masculino. Ou seja, há hormônios masculinos, marcadores biológicos e cromossomos igualmente masculinos. Assim também dá-se em relação à mulher, pois ela é definida por causa de seu aparelho reprodutor feminino. Logo, ela tem hormônios femininos, sua 30 Lições Bíblicas /Professor genética possui os cromossomos XX que marcam a identidade feminina. Tais conhecimentos são elementares e estão ao alcance de todos, facultando à família cristã rebater seguramente esse pensamento

SÍNTESE DO TÓPICO III
A família está sob ataque do estado materialista e da ideologia de gênero.

SUBSÍDIO VIDA CRISTÃ

"COMO REALMENTE INFLUENCIAR A SOCIEDADE

A esse respeito, criar filhos - não a política, não a sala de aula, não o laboratório, nem mesmo o púlpito - é o lugar da maior influência. Supor o contrário é ser cativo da ilusão secular atrofiada. Devemos entender que é através da família cristã que a graça de Deus, uma visão de Deus, os erros do mundo e um caráter cristão são mais poderosamente transmitidos.

No Antigo Testamento, quando Deus escolheu guiar o seu povo, a Bíblia repetidamente indica que Ele procurou uma pessoa (veja Is 50.2,10; 59.16; 63.5; Jr 5.1; Ez 22.30). Um único indivíduo santificado pode fazer toda a diferença neste mundo. Não devemos sucumbir à matemática enganosa do pensamento mundano, que considera que a dedicação da vida de uma pessoa a umas poucas pessoas que não são amplamente conhecidas no mundo (no caso, os membros de nossa família) seja um desperdício escandaloso de seu potencial. Pais, não abandonem o seu lugar de influência. [...] Acredite" (HUGHES, Barbara; Kent. Disciplinas da Família Cristã. Rio de janeiro: CPAD, 2006, p.20)

CONCLUSÃO

Só há uma maneira de preservar a família da destruição espiritual e moral dos tempos atuais: criando-a de acordo com a Lei de Deus. Noé salvou sua família da destruição porque a criou segundo a Palavra de Deus (Gn 7.1). Josué também tomou posição ao lado de Deus com a sua família. Diante dos desvios do povo, sua declaração é solene e exemplar: "escolhei hoje a quem sirvais: [...] porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor" (Js 24.15).

PARA REFLETIR
A respeito de "A Mordomia da Família responda:

1) O que Deus instituiu antes da família?
Antes de estabelecer a família, Deus instituiu o casamento.

2) O que o Livro de Gênesis relata?
O Livro de Gênesis relata que a partir do homem e da mulher. Deus estabeleceu a família.

3) Cite os dois princípios que regem o casamento cristão.
O princípio da monogamia e o princípio da heterossexualidade.

4) Segundo a lição, qual a ordem de prioridade do crente?
(1) Deus; (2) crente; (3) cônjuge; (4) filhos; (5) igreja.

5) Na mordomia da família cristã, quais estratégias poderosas devem ser usadas pela família para vencer os ataques do mal?
A valorização da Palavra de Deus no lar; momentos devocionais em família, principalmente, no culto doméstico; ler boas literaturas cristãs

Read More

Lição 5 – A Mordomia da Igreja Local

Data da Aula: 4 de Agosto de 2019

TEXTO ÁUREO
“Escrevo-te estas coisas [...] para que saibas como convém andar na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade." (1 Tm 3.14,15)

VERDADE PRÁTICA
O cristão deve valorizar a igreja local como ambiente de adoração, comunhão e serviço ao Reino de Deus

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE - Atos 9.31; 1 Coríntios 1.1,2; Hebreus 10.24,25
Atos 9

31 - Assim, pois, as igrejas em toda a Judéia, e Galileia, e Samaria tinham paz e eram edificadas; e se multiplicavam, andando no temor do Senhor e na consolação do Espírito Santo.

1º Coríntios 1
1 - Paulo (chamado apóstolo de Jesus Cristo, pela vontade de Deus) e o irmão Sóstenes,
2 - à igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus,
chamados santos, com todos os que em todo lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso.

Hebreus 10
24 - E consideremo-nos uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras,
25 - não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns; antes, admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais quanto vedes que se vai aproximando aquele Dia

INTRODUÇÃO
A igreja local é formada por pessoas que se reúnem para adorar, congregar e servir a Deus. Nesta lição, refletiremos sobre as nossas responsabilidades quanto ao lugar no qual desenvolvemos nossa comunhão com o Pai Celeste e com os irmãos em Cristo. Que o Espírito Santo nos guie neste estudo!

I - A MORDOMIA DOS BENS ESPIRITUAIS

1. A mordomia e a valorização da Palavra de Deus
Ao longo dos séculos, Deus confiou a proclamação de sua Palavra aos seus seguidores. Há mais de 1490 anos antes de Cristo, Deus falou com e por meio de Moisés (Êx 3.1-22; 17.14). Tempos depois, falou por intermédio de outros profetas a partir de Samuel até Malaquias. E, nos últimos dias, revelou-se através de seu Filho, Jesus Cristo (Hb 1.1)
Hoje, pastores, evangelistas, discipuladores e professores da Escola Dominical são os mordomos que cuidam da evangelização e do discipulado nas igrejas locais. Por isso, todos devem zelar pela Palavra de Deus, lendo-a, estudando-a em profundidade e realçando o seu inestimável e infinito valor.

Espera-se que, na liturgia do culto cristão, a Palavra de Deus tenha a primazia (Sl 119.11). Num culto, a pregação e o ensino da Bíblia Sagrada deve ter toda a prioridade. Se a mordomia da Palavra for negligenciada, os prejuízos espirituais da congregação serão grandes e, às vezes, irremediáveis.

2. A mordomia na evangelização e no discipulado
Uma das melhores formas de se exercer a mordomia da Palavra de Deus é evangelizar todos os tipos de pessoas (Mc 16.15,16). De acordo com essa demanda, a Palavra de Deus deve ser proclamada "a tempo e fora de tempo" (2 Tm 4.2). Somente ela pode transformar o interior das pessoas.

Todavia, paralelo à evangelização, deve ocorrer o discipulado eficaz (Mt 28.19), que é a mordomia da Palavra exercida de maneira pessoal no curto, médio e longo prazos. Sem discipulado não há aprofundamento da fé, perseverança, fidelidade e maturidade cristã. Isso é o que as estatísticas missionárias revelam. Onde há real discipulado, a maior parte das pessoas permanece em Cristo. Mas, quando o discipulado é ignorado, esse dado cai vertiginosamente.

3. A mordomia no uso dos dons espirituais
Os dons espirituais são concedidos por Deus para dar poder e unção à Igreja. Eles confirmam a pregação da Palavra, a fim de glorificar a Cristo. A Bíblia mostra que os dons espirituais foram confiados unicamente à Igreja, ou seja, aos salvos: "Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus" (1 Pe 4.10 - grifo meu).

Na Bíblia há orientação para o uso correto dos dons espirituais (1 Co 14.40). Por esse motivo, certas práticas estranhas ao Movimento Pentecostal não devem ser estimuladas nem toleradas no culto público, tais como marchar, pular, rodopiar ao som de batidas, correr de um Lado para outro, sapatear, fazer "aviõezinhos" etc. Segundo a Bíblia, isso é meninice, imaturidade e, muitas vezes, revela apenas carnalidade e infantilidade (1 Co 3.1).

SÍNTESE DO TÓPICO I
A mordomia dos bens espirituais envolve a valorização da Palavra de Deus, a evangelização, o discipulado e o uso dos dons espirituais.

SUBSÍDIO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO
Quantos minutos você gasta por dia para Ler a Bíblia e orar? Quantas vezes na semana você evangeliza uma pessoa? Você acompanha algum novo convertido na sua igreja local? Você se preocupa com o exercício dos dons espirituais na sua igreja? Você tem algum dom espiritual?

Essas são algumas perguntas que sugerimos para o início da exposição deste primeiro tópico. A ideia é que a classe pense com seriedade acerca dessa disciplina indispensável ao crente. O que permeia essas perguntas é encontrado na vida de muitos cristãos santos que gastaram suas vidas para ler a Bíblia, orar, evangelizar, discipular, exercer os dons espirituais: mordomia espiritual. Assim, estimule seus alunos a seguir os exemplos desses servos abnegados.

II - A MORDOMIA DA AÇÃO SOCIAL DA IGREJA

1. A assistência social no Antigo Testamento
No Antigo Testamento, encontramos o fundamento para a obra de assistência social:

1.1. Nos salmos
Davi, homem de Deus, analisando a situação do próximo, afirmou: "Fui moço, e agora sou velho, mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua descendência a mendigar o pão" (Sl 37.25). Certamente, já com idade avançada, o salmista podia concluir que o "Jeová Jiré" não desampara jamais aqueles que o servem (Sl 82.3,4).

1.2. Nos provérbios
O sábio escreveu: "Informa-se o justo da causa do pobre, mas o ímpio não compreende isso" (Pv 29.7). O texto mostra que não podemos nos omitir quanto à necessidade de nossos irmãos.

1.3. Nos profetas
Isaías, o profeta messiânico, clamou pelos necessitados (Is 1.17). Jeremias, o "profeta das lágrimas", falou em defesa dos oprimidos (Jr 22.3). O profeta Ezequiel não deixou de contribuir, protestando contra Jerusalém, pela sua omissão em atender aos pobres (Ez 16.49). Zacarias foi usado por Deus de igual modo para exortar sobre o cuidado com os necessitados, incluindo órfãos, viúvas e estrangeiros (Zc 7.9,10).

2. Assistência social no Novo Testamento
Aqui também encontramos fundamentos para a obra de assistência social:

2.1. Nos Evangelhos
Jesus, em seu ministério, multiplicou pães e peixes duas vezes para alimentar as multidões (Mt 14.13-21; Mt 15.29-39). Isso indica que Jesus deu muita importância à necessidade de socorrer os famintos. Assim, na igreja local, os cristãos têm o privilégio de prover o alimento necessário para aqueles que necessitam do pão cotidiano.

2.2. Nos Atos dos Apóstolos
Os diáconos foram escolhidos para cuidar da assistência social da igreja. Tal trabalho foi considerado pelos apóstolos um "importante negócio" (At 6.1-6). Dentre as características da Igreja Primitiva, vemos que os crentes "tinham tudo em comum" (At 2.44,45).

2.3. Nas Epístolas
O apóstolo Paulo, ensinando sobre os dons, dá ênfase ao ministério de socorro aos pobres e carentes (Rm 12.8). O apóstolo Tiago, de início, em sua carta, já afirma que a verdadeira religião é visitar os órfãos e as viúvas e guardar-se da corrupção (Tg 1.27), pois "a fé sem as obras é morta em si mesma" (Tg 2.17).

3. Agindo para glória de Deus e o alívio do próximo
Não precisamos, portanto, do Socialismo, ou do Marxismo, ou da Teologia da Libertação (braço auxiliar do marxismo que dessacraliza o evangelho e politiza o Reino de Deus) para acolher e cuidar dos necessitados. Os representantes dessas ideologias usam um ideal supostamente nobre para escravizar pessoas e perpetuarem-se no poder. Infelizmente, o nosso país, bem como toda a América Latina, é vítima dessa ideologia nefasta.

O fundamento da igreja local para a prática social está nos salmistas, nos profetas, em Cristo e nos apóstolos, ou seja, em toda a Bíblia. A Igreja de Cristo deve socorrer os menos favorecidos porque o amor de Deus está em nós, e, portanto, devemos amar o nosso semelhante (Mc 12.30,31; cf. Gl 2.10).

Que estrutura as igrejas locais têm para atender os novos convertidos que se acham entre certos grupos: prostitutas, moradores de rua, drogados, famintos, deficientes e deprimidos? É preciso, à luz do exemplo do nosso Salvador, e dentro das nossas possibilidades (Ec 9.10), estruturar o mínimo de condições para resgatar tais segmentos. Sejamos zelosos na mordomia da ação social!

SÍNTESE DO TÓPICO II

A ação social no Antigo Testamento tem base nos livros dos Salmos, Provérbios e profetas; no Novo, nos evangelhos, nos Atos dos Apóstolos e nas epístolas.

SUBSÍDIO DOUTRINÁRIO
Diakonia ('Serviço', 'ministério'). São os esforços no serviço a Cristo que continuam o ministério encarnacional que realizou e que nos ajuda a realizar. O caráter desse ministério é servir; não imita o padrão da autoridade ou do propósito que este mundo impõe. A essência do ministério tem sido exemplificada por Cristo de uma vez para sempre (Mc 10.45) e, como consequência, servimos a Cristo por meio de servir à criação que está debaixo do seu senhorio.

A dimensão de serviço no ministério leva-nos, além de divulgar as boas-novas com denodo e coragem, a participar do desejo de Deus que é alcançar de modo prático os marginalizados da sociedade. As pessoas que não têm ninguém para pleitear a sua causa, e que se encontram desconsideradas e abandonadas, também foram criadas à imagem de Deus. A Igreja, revestida pelo poder do Espírito, terá de passar das palavras para ações se quer ver realizados os propósitos de Deus. Não poderá haver maneira de fugir deste fato: se vamos realmente servir no ministério continuado de Jesus Cristo, esse serviço deverá seguir o exemplo do seu ministério" (HORTON, M. Horton (Ed.). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2018, p.604).

III - A MORDOMIA DOS CRENTES NA IGREJA LOCAL

1. Em primeiro lugar é preciso congregar
É notório o crescimento dos "desigrejados". Não temos espaço aqui para entrar em detalhes sobre o fenômeno. Entretanto, um dos maiores perigos deste movimento é esta falsa ideia: já que a "igreja sou eu", não preciso frequentar os cultos regulares, nem ser membro de uma igreja local.

Ora, não é isso o que a Bíblia ensina, mas exatamente o contrário: "não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns" (Hb 10.25). Quer sua igreja local seja grande, quer seja pequena, ou um ponto de pregação, alegre-se em orar com os irmãos, participar da ceia do Senhor, ouvir a Palavra de Deus, compartilhar os dons espirituais e assistir aos mais necessitados. Tenha a alegria de congregar! Ame a Cristo, o cabeça; mas ame também a Igreja, o seu corpo.

2. Líderes cristãos como mordomos
Os pastores das igrejas locais, como mordomos cristãos, têm grande responsabilidade diante de Deus pelas almas que lhe são confiadas. Essa responsabilidade está amparada no próprio exemplo de Jesus. Nosso Senhor ensina-nos como cuidar das almas que o Pai nos confiou. Ele lavou os pés aos discípulos, e ensinou: "Entendeis o que vos tenho feito? [...] Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também" (Jo 13.12,15-grifo meu). Aqui, está claro que nenhum líder deve comportar-se como "maior que os outros", inacessíveis aos humildes servos do Senhor, mas todos devem fazer parte da "irmandade da bacia e da toalha". Essa perspectiva consciente da liderança evangélica é o mais eficaz antídoto contra o orgulho.

3. A mordomia dos membros e congregados
Numa igreja local, além dos líderes terem uma responsabilidade específica, o membro do Corpo de Cristo deve ser útil à Obra do Senhor, exercendo a mordomia do Reino de Deus conforme a sua capacidade. Orando, louvando, testemunhando, evangelizando, visitando enfermos e afastados, liderando departamentos e realizando outras atividades. É preciso trabalhar "enquanto é dia" (Jo 9.4).

SÍNTESE DO TÓPICO III
A mordomia dos crentes na igreja local leva em conta a necessidade de congregar, os líderes e também os membros como mordomos do Reino de Deus.

SUBSÍDIO VIDA CRISTÃ
Há vária passagens no Novo Testamento nas quais podemos ver uma descrição clara do que significa ser membro da igreja. Uma das seções mais volumosas está em 1 Coríntios 12 a 14. Em 1 Coríntios 12, Paulo explica a metáfora da igreja como um corpo com muitos membros. Em 1 Coríntios 13, ele estabelece o amor como a atitude e a ação centrais que todos os membros devem ter. E em 1 Coríntios 14, ele se volta à igreja em Corinto, cuja visão a respeito do conceito de membresia está equivocada.

Alguns líderes e membros da igreja entendem o conceito de membresia como um conceito organizacional ou ligado à administração. Por isso, eles refutam a ideia de que sua visão seja antibíblica. Contudo, o conceito de membresia é extremamente bíblico. A Bíblia explica 'membros' de um modo diferente da cultura secular. Por exemplo, observe o termo em 1 Coríntios 12.27,28:

'Ora, vós sois o corpo de Cristo e seus membros em particular. E a uns pôs Deus na igreja...'.

Você percebe a diferença? Os membros de uma igreja compõem o todo e são partes essenciais do todo [...]" (RAINER, Thom S, Eu Sou Membro de Igreja: Descobrindo a atitude que faz a diferença. Rio de janeiro: CPAD, 2018, p.25).

CONCLUSÃO

A mordomia na igreja Local abrange muitas tarefas. Precisamos saber a nossa vocação e perseverar nela para servir melhor ao Senhor e à sua Igreja. É um grande privilégio servir a Deus com os dons que Ele nos deu. Portanto, seja um mordomo fiel na igreja em que você congrega. Ame a Deus, ame ao próximo, ame à igreja e congregue com alegria. Valorize a igreja local.

PARA REFLETIR
A respeito de "A Mordomia da Igreja Local", responda:

1) Quem são os mordomos da Palavra de Deus, hoje?
Pastores, evangelistas, discipuladores e professores da Escola Dominical.

2) Qual a melhor maneira de se exercer a mordomia da Palavra de Deus?
Uma das melhores formas de exercer a mordomia da Palavra de Deus é evangelizar todos tipos de pessoas (Mc 16.15,16).

3) A quem foi confiada a grande mordomia dos dons espirituais?
A Bíblia mostra que os dons espirituais foram confiados unicamente à Igreja de Cristo, ou seja, aos salvos.

4) Em que está o fundamento para a nossa prática social?
O nosso fundamento para a prática social está nos salmistas, nos profetas, em Cristo e nos apóstolos, ou seja, na Bíblia.

5) Que grande lição Jesus deu aos apóstolos sobre a humildade?
Ele lavou os pés dos discípulos de maneira humilde

visualizar imagem
Read More